Páginas

Novo site do kuadro leva material de estudo online e gratuito para estudantes do ensino médio

Por Bruno Werneck

Este é um Guest Post escrito por um parceiro de internet e grande divulgador de conteúdo grátis para Enem e Vestibular através de seu site O KUADRO, onde você pode encontrar vários vídeos do Física Resolvida como exemplo dos vídeos de teoria.




Além das videoaulas com duração média de 5 minutos, que ensinam com exemplos e ilustrações, o site também traz ferramentas para estudo colaborativo

O kuadro ajuda estudantes do ensino médio na preparação para o ENEM e outros vestibulares por meio da internet, sem cobrar nada por isso, com videoaulas objetivas e ambiente de estudo colaborativo. Um dos novos parceiros na missão de levar educação de qualidade a todos é o Quero Bolsa, site que possibilita a estudantes de ensino superior descontos de 5% a 80% nas faculdades particulares e que já possui mais de 1 milhão de cadastros.

Bruno Werneck, professor do kuadro, explica que a ferramenta é o apoio que os estudantes precisam quando não têm acesso ao professor. Além das videoaulas, que são baseadas nos livros indicados pelo Ministério da Educação (MEC), o kuadro também oferece interação social com salas de bate-papo e grupos de estudo para quem busca reforço em redação ou preparação para medicina, por exemplo.

“Para ajudar os estudantes, também temos um fórum de dúvidas, que são respondidas pelos próprios estudantes e monitores online”, conta o professor. O kuadro também administra um blog com dicas de estudos e carreira.

Para Bernardo de Pádua, CEO da RedeAlumni, a parceria possibilita auxiliar os usuários do Quero Bolsa nos estudos para o exame de admissão das faculdades e universidades brasileiras, seja ele o Vestibular tradicional ou o ENEM. Juntamente com o mecanismo de busca de cursos e com os descontos fornecidos pelo site Quero Bolsa, possibilita aos alunos o ingresso na melhor instituição e curso possível para o seu perfil acadêmico, social e econômico. “Com essa parceria facilitamos a formação acadêmica da população jovem do país que enfrenta problemas como a falta de orientação, recursos financeiros e até mesmo de estímulo familiar”.
O kuadro já possui as matérias de Matemática, Biologia, Química e Física e lança mais de 100 vídeos novos por mês. “Completaremos toda a grade curricular do ENEM com vídeoaulas até o fim do ano”, conclui Werneck.

Sobre o kuadro

O kuadro nasceu do sonho de um engenheiro e uma bióloga. Ambos sempre estudaram em escolas públicas e venceram os vestibulares mais difíceis do País. Apesar de uma rotina exigente em grandes empresas como Embraer, Telefônica e Petrobras, sempre estiveram envolvidos com educação, porque sentiram na pele as dificuldades dos estudantes brasileiros e queriam ajudá-los a vencer por meio do estudo. “Alguns estudantes recorrem a professores particulares, outros se reúnem com os colegas e alguns buscam na internet as respostas para suas dúvidas. Para muitos, restam apenas as páginas de referência indicadas pelo professor nos livros didáticos, ou nem isso. Neste contexto, o kuadro se apresenta como a solução quando o estudante não tem acesso ao professor.”, explica Werneck.

Sobre o Quero Bolsa

O Quero Bolsa é um programa da Rede Alumni voltado à inclusão de estudantes em universidades particulares por meio de bolsas de estudo. Foi fundada em janeiro de 2012 e em 6 meses virou referência no mercado, tornando o sistema de captação de alunos mais eficaz e menos burocrático.
São milhares de bolsas disponíveis que vairam de 5% a 80% de desconto e mais de 1 milhão de cadastrados.

Além de disponibilizar bolsas em universidades de todo o País, o Quero Bolsa proporciona ao próprio candidato negociar o seu desconto, informando a faculdade, curso que deseja fazer e o quanto pode pagar de mensalidade.



Física Resolvida - Grupos de estudos para Enem e Vestibular

ALGUMAS COISAS SOBRE: GALÁXIAS E AGLOMERADOS

Por: Tainá Fragoso

No início do século 20, acreditava-se que a Terra e o Sistema Solar faziam parte de um grande sistema estelar, que foi denominado Via Láctea. Porém, dúvidas começaram a aparecer em relação às dimensões desse sistema e do próprio Universo.

No ano de 1916, um astrônomo americano (Harlow Shapley) mediu a Via Láctea e obteve um valor muito maior do que imaginava, isso fez com que Shapley acreditasse num Universo unigaláctico, ou seja, que o Universo possuía somente uma galáxia. Mas outros cientistas da época defendiam a teoria de que havia inúmeras galáxias espalhadas pelo Cosmo, cada uma como uma grande ilha. Então, outro astrônomo também americano, Edwin Hubble, com uso do telescópio Hooker (o maior telescópio da época) em Monte Wilson, Califórnia, provou que sim! O Universo era repleto de galáxias como a nossa Via Láctea e também diferentes dela.

Shapley e Hubble

Usando como referência a luminosidade e a magnitude aparente (brilho medido da Terra) de estrelas cefeidas (geralmente gigantes amarelas), Hubble conseguiu calcular a distância das estrelas e da galáxia de Andrômeda, provando que elas estavam fora da Via Láctea. Em 1924 já se sabia que havia várias galáxias em todas as direções do espaço, o que hoje os cientistas acreditam ser ao menos 125 bilhões.

Essa pequena introdução nos leva agora a conhecer os tipos de galáxias classificadas pelo homem, e também um pouco mais sobre os aglomerados.

Galáxia de Andrômeda

Uma galáxia é formada por sistemas de estrelas e grandes quantidades de gás e poeira interestelares, que se mantém juntos pela ação da gravidade e podem conter muitos milhares de estrelas. Podem ter dimensões que variam de menos a mais de 1 milhão de anos luz (distância que luz percorre em um ano, cerca de 9,46 trilhões de km). Hubble criou um sistema de classificação que se baseava na forma e composição dessas estruturas e que ainda é usado atualmente com algumas mudanças. Foram identificadas galáxias com formas espirais, espirais barradas, elípticas e lenticulares, assim como galáxias irregulares que não possuem nenhuma estrutura.
                
Nessa época, a Via Láctea havia sido classificada com espiral normal, mas hoje sabemos que ela é espiral barrada, com diâmetro de 100 mil e espessura de quatro mil anos luz, que contém entre 200 a 500 bilhões de estrelas. Observe a imagem abaixo que retrata o Diagrama de Hubble, onde o astrônomo representou as formas que podem ter uma galáxia de forma clara e objetiva.


A classificação se inicia nas elípticas e abre nas espirais normais (em cima) e espirais barradas (em baixo). 

A Via Láctea.
Ao longo do século 20, os astrônomos começaram a utilizar telescópios que detectavam diferentes comprimentos de onda, o que ajudou na descoberta de outros tipos de galáxias. A primeira foi detectada por sua emissão em rádio e ficou conhecida como radiogaláxia, a Cygnus A em 1939. Em seguida, outras foram sendo descobertas, como a Seyferts (1943), quasares (1963) e blazares (1978). Essas novas estruturas, incluindo as radiogaláxias formam um grupo denominado galáxias ativas, pois a energia que emitem é maior do que a produzida pelas suas estrelas. Teoricamente, a fonte dessa energia é a matéria que cai dento de um buraco negro supermassivo no centro da galáxia.

Voltando a Shapley... Em 1930, observando chapas fotográficas do céu mais profundo, obtidas com grande angular, o astrônomo percebeu que em certas áreas havia mais galáxias do que em outras. Hoje sabemos que isso acontece porque as galáxias não estão simplesmente soltas no espaço, algumas delas se unem e formam aglomerados.

A Via Láctea, por exemplo, está contida em um pequeno aglomerado, que recebe o nome de grupo.

O Grupo Local, como é chamado nosso aglomerado, tem mais de 40 galáxias e está localizado em uma região que se estende por cerca de 10 milhões de anos luz. E há os aglomerados ricos, que podem conter milhares de galáxias dentro de um pequeno volume.

Grupo Local de Galáxias

Para finalizar. Temos conhecimento dos superaglomerados, mas os cientistas se perguntaram como é possível a união de tantas galáxias no espaço e as respostas vieram de mais um astrônomo americano, George Abell. Abell classificou cerca de quatro mil aglomerados de galáxias e idealizou a forma como elas eram unidas através de planos ou filamentos separados por espaço “vazio”.

E assim chegamos a mais uma evolução no conhecimento humano, uma prova real de que nós seres humano somos importantes de tal forma para alguma coisa, aprender! Observe as imagens abaixo:   
Superaglomerado de galáxias
Está é uma representação de um superaglomerado de galáxias. São tantas as galáxias, que formam uma grande estrutura em filamentos unidos em que não conseguimos ver uma galáxia individual.


Acima, a foto considerada a mais importante tirada por um instrumento humano. A imagem foi capturada pelo telescópio espacial Hubble, que ficou focando um único e pequeno ponto que parecia vazio no espaço e conseguiu fazer essa imagem fascinante, que por capturar uma imagem tão longínqua ficou conhecida como Ultra Depp Field. Mostrando nossa inferioridade em relação ao Cosmo, cada pontinho nessa imagem representa UMA galáxia ou um aglomerado, contendo cada uma delas centenas de bilhões de estrelas!

Pausa para reflexão...


Física Resolvida - Grupos de estudos para ENEM e Vestibular


Questão/Exercício - VESTIBULAR UFRGS Energia Mecânica e Calorimetria

Questões de Física Resolvidas em vídeo

UFRGS - 1996

Um cubo de gelo com massa de 2 kg, já na temperatura de fusão da água, está inicialmente em repouso a 10 m acima de uma superfície rígida. Ele cai livremente e se choca com esta superfície. Qual é, aproximadamente, a máxima massa de gelo que pode se fundir nesse processo? Dados: Calor de fusão do gelo = 80cal/g; 1 cal = 4,18J; aceleração gravitacional   = 10m/s2.
a) 0,2 g
b) 0,6 g
c) 1,0 g
d) 1,2 g
e) 1,5 g

Resolução abaixo:

Questão/Exercício - Vestibular FUVEST 2014 - Lançamento oblíquo e Energia Cinética

Questões de Física Resolvidas em vídeo
FUVEST 2014

Em uma competição de salto em distância, um atleta de 70 kg tem, imediatamente antes do salto, uma velocidade na direção horizontal de módulo 10 m/s. Ao saltar, o atleta usa seus músculos para empurrar o chão na direção vertical, produzindo uma energia de 500 J, sendo 70% desse valor na forma de energia cinética. Imediatamente após se separar do chão, o módulo da velocidade do atleta é mais próximo de:

a) 10,0m/s
b) 10,5m/s
c) 12,2m/s
d) 13,2m/s
e) 13,8m/s


Veja a Resolução abaixo:

O SURGIMENTO DAS PRIMEIRAS ESTRELAS


Para entender a criação dos elementos pesados e dos corpos celestes existentes em nosso Universo, é crucial sabermos como se formaram as primeiras estrelas, a partir daí vamos conhecer qual a relação que nós temos com o Cosmo, uma relação mais profunda do que imaginamos.

Conforme estudos realizados justamente para decifrar em que época aproximadamente surgiram as primeiras estrelas, os cientistas chegaram a algumas conclusões, por exemplo: sabe-se que provavelmente esses corpos começaram a aparecer após a emissão da radiação cósmica de fundo, cerca de 380 mil anos depois do Big Bang. Calcula-se que as primeiras galáxias e estrelas, surgiram a aproximadamente 200 milhões de anos, porém, ainda há dúvidas a respeito do que nasceu primeiro, estrelas ou galáxias.

Os cientistas dividiram as estrelas em grupos, estrelas de população III, as primeiras que surgiram; as de população II, que surgiram mais tarde e as de população I, as mais “novas” do nosso Universo. Apesar de sabermos muitas coisas sobre as estrelas de população III, nunca chegamos a observar uma, já que a estrela mais velha já observada se encontra no grupo II, a HD 140283 com cerca de 13,2 bilhões de anos.

A formação das primeiras estrelas, só ocorreu quando o Universo esfriou e permitiu que átomos de hidrogênio e hélio se formassem, tornando o Universo uma mistura desses elementos. Essa matéria foi se distribuindo de forma desigual, tanto que milhões de anos depois essa densidade irregular passou a se aglomerar e formar caroços, eram as primeiras estrelas.

Berçário de estrelas na Nebulosa de Águia, foto tirada pelo Telescópio Espacial Hubble.

A quantidade desses elementos era exorbitante, por isso, intui-se que essas estrelas podem ter sido imensas. Por não conter outros elementos mais pesados (metálicos) que ajudam no resfriamento de estrelas mais novas, essas gigantes também eram muito quentes e giravam muito rápido. Além disso, eram muito massivas e por esse motivo, seu tempo de vida era curto, assim como as estrelas que conhecemos que também tem massa relativamente grande.

Mas o que isso tem a ver conosco¿ Bem, os elementos mais pesados, como carbono, ferro, oxigênio, silício, e tantos outros, foram criados no interior de estrelas através de reações nucleares que ocorriam em seus núcleos, e que ainda ocorrem. Vale lembrar que os elementos mais pesados são formados nas regiões mais quentes das estrelas, portanto, quanto mais longe do núcleo da estrela, mais leves serão os elementos que surgirão. Como sabemos, quando uma estrela muito massiva morre, grandes explosões chamadas de supernovas espalham seus restos pelo espaço, esses restos, vagam pelo Cosmo encontrando novos agrupamentos e criando outros corpos.

Representação das regiões de formação de novos elementos.

A Terra é a nossa base de conhecimento dos elementos, e sabemos que todos aqueles que encontramos aqui, podem ser encontrados no resto do Universo. Para que nosso planeta, assim como tantos outros, pudesse conter todos esses elementos, estrelas e mais estrelas tiveram que explodir para doar sua matéria graciosa através do espaço, tudo o que conhecemos são feitos de átomos dessa matéria, a vida na Terra só foi possível por causa desses elementos, há carbono em nossas células, ferro em nosso sangue e o oxigênio é essencial para nossa vida. Os restos das estrelas somos nós e como um velho sábio disse uma vez, “somos poeira de estrelas”.

Tabela Periódica dos Elementos




Mais acessados